14.6.04

Fã é fã...

Mais do que gostar, eles são fanáticos por determinado artista. Como a origem da própria palavra, ser fã é padecer em filas intermináveis para assistir aos shows grudado no palco, gastar todo o salário comprando as publicações em que o “seu” artista aparece e passar horas a fio na internet trocando informações com outros fãs. O que seria das celebridades sem eles?

Tatiana, 24 anos, curte o grupo de rock Guns N´ Roses desde os nove anos de idade. Apesar de já ter viajado escondida dos pais para os Estados Unidos só para assistir a um show do grupo (motivo pelo qual prefere nem dizer o sobrenome), considera que possui um tipo de fanatismo moderado, por assim dizer. “Não sou de espernear nem gritar, pois sei que o Axl não gosta dessas coisas. Comecei a gostar do grupo ao assistir a um show deles pela televisão. O que me cativou foi a presença de palco do Axl”, conta ela.

A viagem escondida foi feita no final de 2002: “Falei que ia viajar para algum lugar perto do Rio e fui para Las Vegas, assistir ao show deles no Hard Rock Café. Fiquei praticamente um dia: saí do aeroporto direto para a fila do show e quando ele terminou fui direto para o aeroporto. Já pensei até em vender meu carro para ir de novo, mas como eles são muito imprevisíveis fico com receio”, relata.

Coisa de profissional

Tatiana possui mais de 100 CDs com músicas do grupo, entre discos de carreira oficiais, versões gravadas em shows, lançamentos exclusivos em outros países, músicas de quando o grupo ainda nem estava completamente formado e participações do Guns em outras bandas. Coisa de profissional, só alcançada graças à rede de contatos que ela possui em todo o mundo, auxiliada pelas listas de discussões e fóruns que participa sobre o grupo na internet.

A Rede também tem sido de valiosa ajuda para Cristiana Passinato, fã da cantora Maria Rita. A sua admiração pela artista fez com que Cris criasse alguns sites e fotologs em homenagem à cantora. “Gosto dela pelo intimismo e romantismo aliados a sua forte interpretação e jogo de palco, além de seu ecletismo na escolha das músicas. Fico impressionada como uma menina que poderia ter tudo na mão e nem por isso cruza os braços, ela trabalha e busca o seu espaço”, declara ela.

Como toda fã, ela ainda guarda grandes recordações de quando se encontrou com a artista pessoalmente: “Nossa... foi mágico! Apesar de estar muito cansada depois de um show, a Maria Rita deixou e pude entrar no camarim. Tiramos duas fotos, ela me deu um autógrafo, foi um carinho só, abraçou forte. Eu poderia deixar de me emocionar e esquecer de um momento tão suave e lindo como esse?”, pergunta Cris. Nada como um fã...

Serviço

Fórum Maria Rita -
http://mariarita.webcindario.com/phpBB2/index.php - os fãs da cantora trocam informações e material sobre a artista neste espaço.

Site oficial Guns N´ Roses -
http://www.gnronline.com/ - em inglês. É possível se cadastrar na lista de discussões do grupo e entrar em contato com fãs do mundo inteiro.

Fã-clube Madonna in Love -
http://tinpan.fortunecity.com/beegee/1176/ - os fãs da cantora podem entrar no site indicado ou enviar um e-mail para zita@fortalnet.com.br, pedindo para participar. São trocados arquivos de fotos, notícias e outros tipos de materiais.

Apuração e texto: Débora Braunstein
Publicado na Revista do GNT – edição junho/ 2004.

13.6.04

Narciso é pouco

Diante do espelho, você se examina com uma autocrítica impiedosa. Pode ser a barriga, que já foi menor. Ou então aquelas ruguinhas ao redor da boca que nem batom esconde. Ou as famosas “bolsas” nos olhos, que dão um ar cansado para quem ainda pretende aproveitar muito a vida. Não é difícil para uma pessoa comum apontar uma característica no próprio corpo que gostaria de modificar, mas a sorte é que os avanços da medicina têm facilitado a vida de quem quer corrigir essas pequenas imperfeições.

De acordo com o doutor Luiz Mario Bonfatti, cirurgião plástico e secretário da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica do Rio de Janeiro, o Brasil é o segundo país com maior volume de cirurgias plásticas do mundo, só perdendo para os Estados Unidos. A maioria das cirurgias ainda é feita em mulheres, mas até mesmo os homens brasileiros representam uma parcela significativa de pacientes se comparados com outros países no mundo. Eles costumam optar pela lipoaspiração e blefaroplastia, cirurgia corretora das pálpebras.

Tratamentos

Para quem está interessado em passar por uma intervenção cirúrgica mas não conhece bem quais são as técnicas mais utilizadas atualmente, o cirurgião plástico Pedro Faveret explica que a lista de procedimentos a se recorrer é grande, devendo ser avaliada de acordo com cada caso em conjunto com o profissional especializado. Confira abaixo algumas das mais utilizadas:

Peeling Químico - Nos casos de face e pescoço com pouca flacidez de pele, apenas com uma ligeira perda no tônus, um tratamento com ácidos como o glicólico e o retinóico pode ser suficiente. Eles melhoram a elasticidade, o brilho e a qualidade da pele.

Toxina Botulínica – Mais conhecido como BOTOX, nome de uma marca comercial que vende a substância, ele provoca uma paralisia muscular temporária que pode durar de três a seis meses, atenuando rugas como pés-de-galinha.

Preenchimento – Para quando o paciente possui rugas um pouco mais profundas, como sulcos na pele permanentes, que não desaparecem com o rosto em repouso. O produto mais usado atualmente é o ácido hialurônico, com duração também de alguns meses.

Lifting facial / Ritidoplastia – A plástica na face é recomendada quando o paciente apresenta flacidez no rosto e pescoço, como embaixo do queixo. É uma cirurgia que envolve incisões na raiz dos cabelos na frente, contorna as orelhas e segue no couro cabeludo. É feito um descolamento da pele, em que são corrigidos a flacidez da pele e dos músculos e retirado o excesso com essas incisões. Pode ser associada com a cirurgia das pálpebras.

Lipoaspiração – Indicação em caso de gordura localizada, não deve ser usada como método de emagrecimento. Os lugares mais comuns são os culotes e barriga, sendo que neste caso pode ser necessária uma cirurgia de mini-abdome para que a pele não fique sobrando, como “pelancas”. A gordura é aspirada, podendo ser re-injetada para corrigir outros pontos – nesse caso, ela é chamada de lipoescultura. A residente de medicina Bárbara, de 26 anos, conta a sua experiência: “Fiz uma lipoaspiração na barriga há cerca de quatro anos, pois queria tirar as ´gordurinhas´. Já tinha tentado todas as dietas possíveis e imagináveis sem resultado, já que sempre sobra alguma coisa. Fiz com um médico amigo dos meus pais e fiquei muito satisfeita. Doeu muito pouco, os analgésicos resolveram. Fiquei com hematomas durante duas a três semanas, mas para que eles somam mais rápido indico algumas sessões de drenagem linfática”, indica.

Cuidado e fama

A fama dos cirurgiões-plásticos brasileiros é mundial mas, apesar disso, é preciso cuidado ao escolher com quem fazer a cirurgia. Uma das dicas é entrar em contato com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, que faz um filtro ao cadastrar os médicos filiados. “Para ser membro, é preciso ter um currículo mínimo de dois anos de formação em cirurgia geral, três anos de cirurgia plástica e ser aprovado no exame para o título de especialista na Sociedade, que consta de uma prova escrita e oral. É a garantia mínima de uma formação adequada. A recomendação e indicação de outros pacientes também são muito importantes, procure conversar com alguém que já tenha sido operada por esse cirurgião”, alerta Pedro.

Apesar de todas as opções disponíveis, não é todo mundo que entra nessa onda, como relata a atriz e apresentadora Daniela Escobar: “Passar um creme é um tipo de ilusão que temos que ter, pelo menos para hidratar a pele, mas plástica jamais, minha vaidade não chega a tanto. Eu não faria nada dessas coisas mas tudo aquilo que a pessoa faz com critério e respeito ao próprio corpo é valido para que se sinta melhor. Pessoalmente, tenho medo que não dê certo e também temo a dor. Sou a favor da natureza, vou envelhecer enrugada, do jeito que sou”, declara.

Apuração e texto: Débora Braunstein
Publicado na Revista do GNT – edição junho/ 2004.